O investimento em imóvel, seja para renda, seja para moradia, traz segurança e estabilidade para as famílias
* Flávio Amary
Após a valorização expressiva dos últimos anos dos imóveis, não somente em nossa cidade, mas em todo o Brasil, e a queda dos preços dos imóveis em vários países da Europa e nos Estados Unidos, algumas pessoas começaram a cogitar a possibilidade de estarmos vivendo um período em que após esta valorização os preços dos imóveis iriam cair como aconteceu nestes países. O objetivo deste artigo é refletir sobre o tema e, ainda, avaliar a situação atual do mercado imobiliário no país e em nossa região.
Tão importante assunto, e que traz o impacto na decisão do momento da compra, tem sido debatido em vários encontros do setor, inclusive na ultima convenção Secovi, ocorrida no final do ano passado, e para quem tem acompanhado meus artigos semanais nesta coluna já pôde observar que sempre busco pontuar argumentos para de forma sistemática refletir sobre determinado tema, e para analisarmos, se existe ou não a supervalorização dos imóveis, faremos da mesma forma.
1 - Forte demanda causada principalmente por três motivos:
a) Crescimento econômico com aumento de renda da população de maneira geral, incluindo uma enorme massa de consumidores também para o mercado imobiliário.
b) Elevado déficit habitacional e carência de moradias em todas as regiões do país. Certo é que esse déficit é maior em algumas regiões e menor em outras, mas de qualquer forma ainda existem milhões de moradias a serem construídas no País, principalmente nos grandes centros urbanos.
c) Janela demográfica, termo que tem sido bastante utilizado e que significa basicamente, que existirá nos próximos 20 ou 30 anos proporcionalmente em nossa sociedade mais pessoas trabalhando do que crianças e aposentados e que, portanto, é a nossa oportunidade de forte crescimento (tratarei deste tema com mais profundidade em um próximo artigo).
2) Sistema Financeiro Brasileiro - Ainda estamos no início de nosso financiamento imobiliário com um volume de apenas 6,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em crédito imobiliário, enquanto no México e no Chile representa 15%, em países como Espanha e Estados Unidos atingem respectivamente, 60% e 70% do PIB. Portanto ainda temos muito a crescer. Temos ainda a considerar que a concessão do crédito imobiliário em nosso país tem características próprias e bastantes conservadoras. Financiamos de 70% a 80% do valor do imóvel, diferente dos Estados Unidos que pouco antes de 2008 estavam financiando 130% do valor do imóvel. Temos ainda um controle efetivo do Banco Central nas operações financeiras imobiliárias, o que traz segurança para o sistema.
3) Forma da valorização do imóvel - Diferentemente de aplicações em poupança e títulos de renda fixa o valor do imóvel não tem um crescimento linear. Em alguns momentos da história eles saltam e em outros eles se estabilizam. Isto decorre principalmente de fatores econômicos, seja da microeconomia (lei de oferta e procura), seja da macroeconomia (como taxa de juros, aumento da renda, nível de emprego).
4) Quando comparamos os preços de imóveis com características semelhantes em diversas capitais do mundo percebemos que os valores em nosso país ainda têm espaço para valorização no longo prazo.
Considerando a breve, mas profunda análise, concluo que não vivemos em nossa sociedade a bolha imobiliária, não acredito em um novo salto nos valores dos imóveis, mas acredito sim em uma valorização contínua e com tendências positivas no longo prazo. O investimento em imóvel, seja para renda, seja para moradia, traz segurança e estabilidade para as famílias, e sempre deve ser feito acompanhado de bons profissionais da área imobiliária.
* Flávio Amary é vice-presidente do Interior do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP)
Após a valorização expressiva dos últimos anos dos imóveis, não somente em nossa cidade, mas em todo o Brasil, e a queda dos preços dos imóveis em vários países da Europa e nos Estados Unidos, algumas pessoas começaram a cogitar a possibilidade de estarmos vivendo um período em que após esta valorização os preços dos imóveis iriam cair como aconteceu nestes países. O objetivo deste artigo é refletir sobre o tema e, ainda, avaliar a situação atual do mercado imobiliário no país e em nossa região.
Tão importante assunto, e que traz o impacto na decisão do momento da compra, tem sido debatido em vários encontros do setor, inclusive na ultima convenção Secovi, ocorrida no final do ano passado, e para quem tem acompanhado meus artigos semanais nesta coluna já pôde observar que sempre busco pontuar argumentos para de forma sistemática refletir sobre determinado tema, e para analisarmos, se existe ou não a supervalorização dos imóveis, faremos da mesma forma.
1 - Forte demanda causada principalmente por três motivos:
a) Crescimento econômico com aumento de renda da população de maneira geral, incluindo uma enorme massa de consumidores também para o mercado imobiliário.
b) Elevado déficit habitacional e carência de moradias em todas as regiões do país. Certo é que esse déficit é maior em algumas regiões e menor em outras, mas de qualquer forma ainda existem milhões de moradias a serem construídas no País, principalmente nos grandes centros urbanos.
c) Janela demográfica, termo que tem sido bastante utilizado e que significa basicamente, que existirá nos próximos 20 ou 30 anos proporcionalmente em nossa sociedade mais pessoas trabalhando do que crianças e aposentados e que, portanto, é a nossa oportunidade de forte crescimento (tratarei deste tema com mais profundidade em um próximo artigo).
2) Sistema Financeiro Brasileiro - Ainda estamos no início de nosso financiamento imobiliário com um volume de apenas 6,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em crédito imobiliário, enquanto no México e no Chile representa 15%, em países como Espanha e Estados Unidos atingem respectivamente, 60% e 70% do PIB. Portanto ainda temos muito a crescer. Temos ainda a considerar que a concessão do crédito imobiliário em nosso país tem características próprias e bastantes conservadoras. Financiamos de 70% a 80% do valor do imóvel, diferente dos Estados Unidos que pouco antes de 2008 estavam financiando 130% do valor do imóvel. Temos ainda um controle efetivo do Banco Central nas operações financeiras imobiliárias, o que traz segurança para o sistema.
3) Forma da valorização do imóvel - Diferentemente de aplicações em poupança e títulos de renda fixa o valor do imóvel não tem um crescimento linear. Em alguns momentos da história eles saltam e em outros eles se estabilizam. Isto decorre principalmente de fatores econômicos, seja da microeconomia (lei de oferta e procura), seja da macroeconomia (como taxa de juros, aumento da renda, nível de emprego).
4) Quando comparamos os preços de imóveis com características semelhantes em diversas capitais do mundo percebemos que os valores em nosso país ainda têm espaço para valorização no longo prazo.
Considerando a breve, mas profunda análise, concluo que não vivemos em nossa sociedade a bolha imobiliária, não acredito em um novo salto nos valores dos imóveis, mas acredito sim em uma valorização contínua e com tendências positivas no longo prazo. O investimento em imóvel, seja para renda, seja para moradia, traz segurança e estabilidade para as famílias, e sempre deve ser feito acompanhado de bons profissionais da área imobiliária.
* Flávio Amary é vice-presidente do Interior do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP)
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